Daquelas coisas de Adeus (ou adíos)
Em exatamente um mês estarei na cidade do céu
mais bonito e azul (do mundo?), comendo feijão e revendo quem eu amo. Mas ainda
assim ir embora daqui me dá uma nostalgia, uma saudade prévia, porque estou
deixando pra trás um povo hospitaleiro, de voz alta e sorriso aberto. Deixando a
mistura de línguas e credos que iluminam a Calle Elvira nas rotas de volta para
casa e os ornamentos (tão primorosos) dos velhos prédios da Gran Via; a silhueta
da Serra Nevada emoldurando ao longe toda paisagem e as subidas disformes do
Realejo, que faz pequenos labirintos de pedra e cal. Ai dá uma vontade de ficar
misturada com um desejo enorme de ir embora. De ouvir Português, de encontrar
os amigos, de submergir meus sentidos em tudo que é Brasileiro. E é uma espécie
de alegria misturada com tristeza, que deixa tudo mais bonito. Que aguça o
olhar na despedida e no reencontro. Saudade
e Echar de Menos se conectam nos vocábulos das velhas línguas ibéricas e me
inundam o corpo, numa doçura caótica, de contentamento e pequenos espasmos de
dor.
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