O ex ainda dói.
Fim de namoro foi feito pra doer. E dói tanto porque é uma perda instantânea de alguém (mais importante do mundo) que de uma hora pra outra passa a pertencer a um outro tempo. Se ruptura é violenta, cheia de ferimentos, dói pelo machucado. Pelas mágoas que se causaram. Se a ruptura é branda, pelo desgaste, dói pela falta de motivos, pela vida que se evanesceu, pela ausência que foi ocupando os espaços da casa... Sem mais domingo no parque, sem mais discussões entusiasmadas sobre as canções do Roberto. Reinventa-se os amigos, se reorganiza a lista de contatos (afinal muito se perde do mundo que se criou durante a relação amorosa). Vira ex e vai se apagando da agenda. De repente a pessoa mais próxima da vida passa a ser querida distante. Um mero estranho que não sabe mais quais são seus planos pro próximo feriado. E enxergar alguém, antes tão rente, agora tão longe é extremamente doloroso. Fim de namoro dói. E dói muito. Dói o vazio das palavras, o desespero de se querer voltar à z...