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Mostrando postagens de junho, 2013

Dia dos Namorados

        Ele era quieto e preguiçoso demais para explorar seu pouco interesse por garotas precariamente atrativas e loiras, e eu tão cansada que parecia mais uma réplica da introversão Jungiana. Sou extrovertida quando durmo e trabalho como um ser humano normal, mas não era o caso.  Éramos aparentemente tão incompatíveis que em uma circunstância comum nunca teríamos conversado. Lembro que naquela noite uma amiga insistiu para assistir uma banda de folk do Reino Unido. Tomei um banho correndo, e quando a carona buzinou na porta tive certeza que não deveria sair de casa. Tarde demais, rumei para o show. Lá tédio, cachorro quente, cerveja, gritinhos de bandas, excesso de guitarras, garganta arranhando com tanto barulho. Tudo me parecia um cenário montado de Máquina de Pinball. Tanto que por um instante pensei que poderia ver a Camila circulando pelo pátio. Tudo estrategicamente desarrumado. Tudo sinteticamente true. Era a rotina comum dos showzinhos ordinári...